quinta-feira, 3 de maio de 2012

CURRICULUM VITAE


Eu já dei risada até a barriga doer, 
já nadei até perder o fôlego, 
já chorei até dormir 
e acordei com o rosto desfigurado. 

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, 
já me queimei brincando com vela. 
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, 
já conversei com o espelho, 
e até já brinquei de ser bruxa. 

Já quis ser astronauta, 
flautista, mágica, dançarina e trapezista. 
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora, 
já passei trote por telefone, 
já tomei banho de chuva, 
E acabei me viciando. 

Já roubei beijo, 
Já fiz confissões antes de dormir 
num quarto escuro pra melhor amiga. 
Já confundi sentimentos, 
Peguei atalho errado 
e continuo andando pelo desconhecido. 

Já raspei o fundo da panela de brigadeiro, 
já me cortei depilando a perna, 
já chorei ouvindo música no ônibus. 
Já tentei esquecer algumas pessoas, 
mas descobri que essas são as mais dificeis de se 
esquecer. 

Já subi escondida no telhado pra tentar pegar estrelas, 
já subi em árvore pra roubar fruta, 
já caí da escada de bunda. 
Conheci a morte de perto, 
e agora anseio por viver cada dia. 

Já fiz juras eternas, 
já escrevi no muro da escola, 
já chorei sentada no chão do banheiro, 
já fugi de casa pra sempre, 
e voltei no outro instante. 

Já saí pra caminhar sem rumo, 
de bandana na cabeça, ouvindo estrelas. 
Já corri pra não deixar alguém chorando, 
já fiquei sozinha no meio de mil pessoas 
sentindo falta de uma só. 

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e laranjado, 
já me joguei na piscina sem vontade de voltar, 
já bebi vinho até sentir dormentes meus lábios, 
já olhei a cidade de cima 
e mesmo assim não encontrei meu lugar. 

Já senti medo do escuro, 
já vomitei de nervoso, 
já quase morri de amor, 
mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém 
especial. 

Já acordei no meio da noite 
e fiquei com medo de levantar. 
Já apostei corrida descalça na rua, 
já gritei de felicidade, 
já roubei rosas num enorme jardim. 
Já me apaixonei e achei que era para sempre, 
Mas sempre era um para sempre pela metade. 

Já deitei na grama de madrugada 
e vi a Lua virar Sol, 
já chorei por ver amigos partindo, 
mas descobri que logo chegam novos, 
e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. 
Foram tantas coisas feitas, 
momentos fotografados pelas lentes da emoção. 
guardados num baú, chamado coração. 

E agora um formulário me interroga, 
me encosta na parede e grita: 
"- Qual sua experiência?" 
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: 
" - Experiência...experiência..." 
Será que ser "plantadora de sorrisos" é uma boa 
experiência? 
Não!!! 
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

- Autor Desconhecido

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março - Dia da Mulher



"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra."


Martha Medeiros

terça-feira, 6 de março de 2012

Acorrentados à tecnologia

Recebi um e-mail há alguns dias atrás, e hoje algumas pessoas em meu portão, falando sobre um mesmo assunto que vale a pena todos nós pararmos para refletir: as tais das Redes Sociais

Estamos vivendo numa época em que nos falta tempo para fazer tudo o que precisaríamos fazer em um só dia; e como "tempo é dinheiro", também nos falta o dinheiro. O mundo tem girado em torno de fazer as coisas acontecerem com maior velocidade, especialmente a troca de informações. Mas o que começou com uma solução para os locais de trabalho, se tornou um vício (e é vício, sim, e não uma necessidade, como muitos dizem por aí). 

A sociedade está cada vez mais se tornando escrava da tecnologia. As crianças não sabem escrever direito (e os jovens também não), os amigos ficam cada vez mais afastados, os relacionamentos são afetados por má interpretação de conteúdos (em especial por falta de pontuação, erros de gramática e abreviações em excesso), e muitos outros fatores que não nos damos conta. Estamos tão preocupados em checar a cada 5 minutos a nossa caixa de entrada de e-mails, nossas notificações no Facebook, nossos recados no Twitter, que esquecemos que também temos uma vida pra viver! Utiliza-se tanto as redes sociais, que as pessoas esqueceram que também precisam ter vida social.

Não me conformo (e desculpem aos amigos que dizem isso) com esse povo que sai dizendo "Nossa, se eu ficar um dia sem ver meu Facebook eu morro!! Eu não vivo sem meu Face!". Colega, o que você não vive sem é água e oxigênio, o resto é luxo e frescura. Facebook, há 10 anos atrás, não existia e você vivia muito bem. Aliás, quando nada disso existia (o já esquecido Orkut, Facebook, Twitter, Tumblr, e outros mais, porque são tantos que nem dá pra lembrar) as pessoas tinham amigos de verdade, não conhecidos (quando o são, porque hoje em dia se chama de amigo qualquer "zé mané" que te adiciona no perfil, e que você nunca trocou um "oi") que te adicionam para "futricar" nas suas informações, e depois nem te cumprimentam quando te encontram na rua. E claro, nós usuários, colaboramos muito. As pessoas têm o péssimo costume de postar a vida em suas timelines. A hora que chega em casa, a hora que sai, quando vai viajar, pra onde vai, quando vai voltar, se ganhou na loteria, se comprou um carro de última geração... Gente, depois vocês não sabem como os ladrões sabem tanto de suas vidas. Essas informações são um prato cheio para assaltantes.

E agora, tudo para piorar (sim, piorar) a internet pode ser acessada de qualquer lugar, pois qualquer celular barato hoje, nos permite esse acesso. Pronto! Está feita a coisa! Estamos nós sentados num bar, com os poucos amigos que temos, quando um tira o celular do bolso, esquece que está na mesa com os amigos, e começa a verificar seus e-mails, seus recados no Facebook e afins. Além de ser um absurdo, é uma tremenda falta de respeito e consideração para com as pessoas que estão ali com você.

Essas tendências, só podem piorar. Já existem escolas onde as crianças não mais usam cadernos, canetas, lápis e borracha, e sim computadores. Editores de texto com correção ortográfica, para piorar o problema gramatical que se vê por aí. E além de tudo, o baixo incentivo à leitura. Livros são tesouros, são cultura, são educação. Já se vê pessoas na faculdade que têm dificuldade para ler um texto simples, ou para lembrar se uma palavra se escreve com "ç" ou "ss". 

É triste saber que as pessoas estão trocando os melhores momentos da vida, para ficarem grudados na frente do computador, checando 500 vezes a caixa de entrada de e-mails, ou as notificações das redes sociais. Sem contar que é bem capaz que das 500 vezes que você verificou, apenas umas 5 retornaram alguma coisa (e olhe lá...). 

Outra coisa que irrita nas redes sociais são as "modinhas". Certas frases e expressões que simplesmente são ridículas (opinião) e que, quando você vê, todo mundo está falando e achando a maior graça. Me chame de chata ou careta, mas eu não consigo achar graça nem em metade dessas modinhas de "menos a Luiza, que está no Canadá", "as mina pira" e etc. Gente, que coisa chata! E também tem o fato das intrigas e ofensas geradas por algumas coisas que alguns gostam e outros não, como certos filmes (a saga Crepúsculo é um bom exemplo), religião, política, futebol... Como seria se o mundo inteiro gostasse exatamente da mesma cor? Já imaginou que mundo sem vida? Sem alegria, sem expressão, sem opinião? Cada um tem o direito de gostar e acreditar no que quiser, e cabe a nós respeitar os gostos e as crenças das outras pessoas. É fácil criticar, mas ninguém gosta de ser criticado, não é? Indiretas aqui e ali, chovem. Seja mulher (ou homem, mas que predominam as indiretas entre as mulheres, é fato) e fale na cara! Expresse sua opinião! Não fique dando indiretas e depois vai cumprimentar com um "Oi, querida, como você está linda!". Falsidade é ridículo, e covarde.

Esse é só um desabafo da minha revolta. Tenham vida social, minha gente! Recuperem seus amigos enquanto é tempo! E não tenha vergonha, não ache que é falta de educação recusar uma solicitação de "amizade" de um desconhecido que aparece no seu perfil. É uma pessoa estranha, que vai ter acesso a todas as suas informações. Não aceite, mesmo! É a sua própria segurança que pode estar em jogo!

E, como eu sempre apoio, "saia da internet, e vá ler um bom livro!", porque eu, estou indo!

Beijinhos*

domingo, 25 de dezembro de 2011


"Quem gosta mesmo de você 
aguenta suas crises matinais, 
suas manias, 
suas reclamações, 
seus momentos de tristeza 
e permanece sempre ao seu lado."

Tati B.

domingo, 23 de outubro de 2011

Alguém



- Menina, o que você quer? 
- Não sei... Estou sem nada pra fazer.
- Bem, que tal ver um bom filme, comendo pipocas??
- Acho que não.
- Uhm... talvez começar a ler um livro novo?
- Também não.
- Bem... então, presentes? Posso lhe arranjar dúzias deles!
- Não... não me vendo por presentes.
- Ok, ok... Que tal flores, então? São perfumadas e belas, como você!
- É... mas murcham e perdem a beleza, e não servem pra nada fora das raízes.
- Você é difícil de agradar, hein? Chocolates? Doces? Um jantar à luz de velas?
- Tudo isso aí engorda, e não preenche todos os espaços vazios.
- Estou quase desistindo... Que raios você quer, então???
- Alguém. Alguém pra amar. Alguém pra abraçar e chamar de meu. Alguém pra preencher o espaço que a comida não preenche. Alguém pra morar no coração. Alguém especial...
- Oras, por que não disse antes? Eu posso fazer tudo isso por você!
- Não, não pode. Porque esse alguém não é você. É específico. É único.


Bruna Marianni

domingo, 9 de outubro de 2011

E agora, Zé??

Não é engraçado os termos que adquirimos o costume de usar com o tempo? Certas frases, gírias e afins que simplesmente não fazem sentido nenhum, mas que todo mundo entende. Resolvi, então, abraçar os costumes e fazer uso de uma dessas frases: E agora, José?? (ou só Zé, pros mais íntimos... rsrs)

Estou numa fase da vida em que esse questionamento não me larga. Tenho abraçado metas e oportunidades que estão, dia após dia, gerando muitas dúvidas na minha cabecinha levemente atormentada. A faculdade, o emprego, os sentimentos, os relacionamentos e amizades. 

Em primeiro lugar, a faculdade. A pessoa passa quatro anos estudando feito uma retardada, achando que aquilo era tudo que ela queria. Mas, chegando na reta final, à apenas dois meses do término do curso, ela senta, ela olha pra trás, olha pra frente e se pergunta: será que é realmente isso que eu quero? Sabe quando você não se sentiu "realizado" com sua conquista? Quando parece que ainda falta alguma coisa? A profissão farmacêutica é linda, sem nenhuma dúvida. Mas já provei de diversas áreas empregatícias dessa profissão, e ainda não encontrei o meu lugar. E então, você senta e se pergunta: E agora, Zé?

Mudar o ramo de atuação, depois de tanta luta, parece ser a entrada de um túnel sem luz no final. Porque quem é que garante que eu vá me sentir realizada se eu mudar? Quem é que garante que eu não vá ficar pior do que já estou? Nunca é tarde, claro... Mas chega um ponto em que não dá pra ficar brincando de minha-mãe-mandou-eu-escolher essa ou aquela profissão, até que uma pareça se encaixar. Objetivos de vida são extremamente necessários.

O emprego, bem, esse tem tudo a ver com o que eu já disse. É estar trabalhando na área que você sempre quis, mas que quando você finalmente foi, parece que não era bem o que você esperava. E aí você lembra dos outros lugares que já trabalhou, todos diferentes uns dos outros, e também não se encontrou ali no meio. E então, vem a pergunta chave: E agora, Zé? Ainda tem outras áreas? Claro que sim... Mas o medo de que nenhuma delas agrade é bem grande.

Sentimentos... Será que compensa falar disso?? Uma pessoa bipolar (eu), que ora está feliz, ora quer que o mundo desapareça sob os seus pés. A pessoa que sabe que ama, mas que também odeia. A pessoa que chora (até demais) e ri com coisas bobas. A pessoa que tem um par, mas que sofre com a solidão. Uma tempestade de emoções que se passam pela cabeça, derrubando todas as suas barreiras feito um tsunami que chega. A pessoa imprevisível, que não compreende algumas pessoas, e também é incompreendida por outras. Então, eu digo: E agora, Zé?? O problema sou eu, ou as pessoas? Ou é o conjunto? Ou é nem um nem outro? É personalidade nata ou adquirida? Quem é que sabe...

Relacionamentos... Bom... Esse eu pulo a descrição e vou direto pra pergunta: E agora, Zé???


Bruna Marianni

Filtro Solar



Filtro solar! Nunca deixem de usar o filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar! Os beneficios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente e como você realmente tava com tudo encima. Você não tá gordo, ou gorda.
Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade da sua vida, tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de um terça-feira muito horrenda.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, é assim pra todo mundo. Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo! Não tenha medo do seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o maior instrumento que você jamais vai construir. Dance! Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio!
Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. 
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade pra diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida. Porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preçoes vão subir, os politicos vão saracutiar, você, também, vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crinanças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aponsentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85. Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite!
Pedro Bial

domingo, 18 de setembro de 2011


"Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Não mais. 
Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não."

"Não te quero senão porque te quero, 
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero, 
passa o meu coração do frio ao fogo. 
Quero-te só porque a ti te quero, 
Odeio-te sem fim e odiando te rogo, 
e a medida do meu amor viajante, 
é não te ver e amar-te,como um cego. 

Talvez consumirá a luz de Janeiro, 
seu raio cruel meu coração inteiro, 
roubando-me a chave do sossego, 
nesta história só eu me morro, 
e morrerei de amor porque te quero, 
porque te quero amor,
a sangue e fogo."

(Pablo Neruda)

domingo, 21 de agosto de 2011


"E ficamos nesse de vai não volta, nessa indecisão de uma certeza, de uma negação de uma vontade. Eu te amo e você me ama, mas o nosso amor não é o suficiente para nos unir. Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter. Preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu. Mas você é da menina que mora na rua atrás da sua casa, e eu sou do cara que conheci em uma balada qualquer da vida. Somos tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro. Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor…"

Tati Bernardi